O que RSS?

Introdução

 

Hoje em dia é comum encontrar sites que possuem pequenas figuras (geralmente na cor laranja) acompanhadas de dizeres como "RSS", "XML" ou "Atom", como mostram as imagens abaixo. Note que a figura à direita, que é o símbolo universal desse padrão, não tem nenhuma escrita, mas tem a mesma finalidade das demais: indicar que, naquele site, é possível utilizar feeds RSS.

XML, RSS, ATOM

Graças a esse recurso, sites e blogs podem divulgar conteúdo novo de maneira rápida e precisa. Quanto ao usuário, este pode ser informado de cada novidade de seus sites preferidos. O objetivo deste artigo é mostrar como o RSS permite tal possibilidade, explicar como esse padrão surgiu e esclarecer o seu funcionamento básico.


O que é RSS

A sigla RSS tem mais de um significado. Alguns a chamam de RDF Site Summary, outros a denominam Really Simple Syndication. Há ainda os que a definem como Rich Site Summary.

RSS é um recurso desenvolvido em XML que permite aos responsáveis por sites e blogs divulgarem notícias ou novidades destes. Para isso, o link e o resumo daquela notícia (ou a notícia na íntegra) é armazenado em um arquivo de extensão .xml, .rss ou .rdf (é possível que existam outras extensões). Esse arquivo é conhecido como feed, feed RSS.

O interessado em obter as notícias ou as novidades deve incluir o link do feed do site que deseja acompanhar em um programa leitor de RSS (também chamado de agregador). Esse software (ou serviço, se for um site) tem a função de ler o conteúdo dos feeds que indexa e mostrá-lo em sua interface.

Para que você entenda melhor, imagine a seguinte situação: Arthur Dent é uma pessoa que gosta de ler as notícias/novidades dos seguintes sites: InfoWester, Viva o Linux, BR-Linux, Folha Online e WinAjuda. O problema é que, por ser uma pessoa muito atarefada, Arthur não tem muito tempo para verificar cada endereço em busca de conteúdo novo. Para que isso seja possível, ele utiliza os serviços de RSS de cada um desses sites. Através de seu programa-leitor, ele clica no nome do site indexado e uma lista de notícias daquele endereço aparece numa janela ao lado (essa lista pode mostrar apenas o título da notícia - esse título também é um link para a matéria - ou pode mostrar o título mais uma breve descrição, tudo depende da forma de trabalho do agregador). Arthur, então, lê a descrição de cada notícia e clica nos links das que lhe interessa. Ao fazer isso, ele é automaticamente direcionado à página que contém aquela matéria.

Em um outro exemplo, imagine que você costuma ler um total de 30 blogs. É trabalhoso visitar cada um para ver se há textos novos. Como todos esses blogs possuem RSS, você rapidamente fica sabendo quando algo novo foi disponibilizado. Para não "ficar por fora", é recomendável que você também inclua RSS em seu blog, se tiver um.

A seguinte imagem ilustra a primeira situação. Repare que o programa usado é o navegador de internet Opera, que assim como o Firefox e o Internet Explorer, é compatível com RSS. No lado esquerdo do programa está a lista de novidades do feed RSS do InfoWester. No lado direito, aparece o conteúdo disponibilizado na notícia/novidade selecionada. Repare que o nome do autor, a data de publicação e o link para a matéria completa também são mostrados.

É importante frisar que há vários leitores de RSS disponíveis gratuitamente na internet. Há versões para praticamente todos os sistemas operacionais. Cada um é dotado de recursos diferentes. Por exemplo, há programas que se agregam a clientes de e-mail e permitem que você leia notícias em softwares como o Microsoft Outlook e o Mozilla Thunderbird, por exemplo. Outros são capazes de verificar os sites listados em um intervalo de tempo definido por você e emitem um aviso sonoro ou visual assim que encontram uma notícia nova. Mais utilizados, no entanto, são os leitores on-line, com destaque para o Google Reader e para o Bloglines. A vantagem destes serviços é que você consegue acessar os feeds que assina a partir de qualquer computador com acesso à internet, independente do sistema operacional.

Feeds RSS no navegador Opera


Como o RSS surgiu

O padrão RSS surgiu no início de 1999 e é uma criação da equipe da Netscape, que "largou" o projeto tempos depois por não achá-lo viável. Uma empresa de menor porte, a UserLand, decidiu por continuar o RSS para aplicá-lo em suas ferramentas de blogs. Para isso, os desenvolvedores resolveram simplificar o código e, quando isso foi concluído, o RSS 0.91 foi lançado. A Netscape tinha trabalhado até a versão 0.90.

Paralelo ao trabalho da UserLand, um grupo de desenvolvedores continuou o RSS 0.90 baseando-o no padrão RDF (ver o tópico a seguir). Logo, a versão 1.0 foi lançada por este grupo. A UserLand, no entanto, continuou seu trabalho, lançado versões como 0.92, 0.93 até que finalmente chegou à versão 2.0. Certamente, a UserLand daria a numeração 1.0 a esta última, mas essa seqüência já tinha sido adotada pelo outro grupo.

Na verdade, existem mais grupos trabalhando com RSS. É por isso que existem tantos nomes para essa tecnologia.


O que é RDF

RDF é a sigla para Resource Description Framework. Trata-se de uma especificação normalmente baseada em XML que tem como objetivo automatizar e ampliar recursos para a internet através de representação de informações. O RDF tem como base o trabalho de uma série de grupos que desenvolvem tecnologias de informação. Isso significa que o RDF não foi criado exclusivamente para ferramentas como o RSS, como muitos pensam. Na verdade, se estudarmos o RDF a fundo, veremos que ele tem utilidade em várias aplicações, como em sistemas de busca e mecanismos de compartilhamento de informação.

Por ser um assunto complexo e que foge dos objetivos deste artigo, o RDF não será detalhado aqui. Para maiores informações a respeito visite o site www.w3.org/RDF.


O que é Atom

Ao contrário de RSS, Atom não é uma sigla, mas também é um formato para divulgação de notícias. Há quem diga que esse projeto é, inicialmente, uma proposta de unificação do RSS 1.0 e do RSS 2.0. O Atom também é baseado em XML, mas seu desenvolvimento é tido como mais sofisticado. O grupo que nele trabalha tem até o apoio de grandes corporações, como o Google.

A grande maioria dos agregadores de feed disponíveis ao usuário suporta tanto as versões do RSS quanto o Atom. Para obter mais informações sobre essa tecnologia, visite seu site oficial: www.atomenabled.org.


Como o RSS funciona

Por ser baseado em XML, nada melhor do que explicar o funcionamento do RSS através de seu código-fonte. Para servir de exemplo, usaremos o código abaixo. Note que ele contém campos básicos, o que significa que feeds RSS disponíveis na internet podem contar com mais detalhes:

<rss version="2.0">

.....<channel>
..........<generator>RSS Builder </generator>
..........<title>InfoWester</title>
..........<link>http://www.infowester.com</link>
..........<description>Propagando conhecimento </description>
..........<language>pt-br</language>
..........<webMaster>contato@infowester.com</webMaster>

..........<item>
...............<title>Edições anteriores do Boletim AntiVírus</title>
...............<pubDate>Thu, 13 Jan 2005 14:48:09 -0200</pubDate>

...............<description>
Agora é possível acessar as edições anteriores do Boletim AntiVírus. Estas são disponibilizadas com um atraso de duas edições em relação à última lançada. Assim, se a última edição for a de número 100, estarão disponíveis as edições de 1 a 98. Somente as notícias sobre vírus são fornecidas. As notícias de destaque e a dica de site da semana são exclusivamente fornecidas nas edições enviadas por e-mail.
...............</description>

...............<link>http://www.infowester.com/boletim2.php</link>
...............<author>contato@infowester.com</author>
...............<category>Boletim AntiVírus</category>
..........</item>

..........<item>
...............<title>PowerToys para Windows XP</title>
...............<pubDate>Sun, 9 Jan 2005 22:02:11 -0200</pubDate>

...............<description>
A Microsoft costuma lançar pequenos aplicativos chamados "PowerToys" que permitem alterar ou aumentar as funcionalidades do Windows. No entanto, poucas pessoas os conhecem. Nestas dicas, você conhecerá os PowerToys preparados para o Windows XP.
...............</description>

...............<link>http://www.infowester.com/dicaspowertoysxp.php</link>
...............<author>contato@infowester.com</author>
...............<category>Dicas</category>
..........</item>

.....</channel>
</rss>

A primeira linha informa a versão do RSS usado. Neste caso, é a 2.0. Já a tag (tag é um campo em HTML que deve ser preenchido da forma <nomedatag> conteúdo </nomedatag>) channel indica o canal do feed. A tag link possui o endereço do site (http://www.infowester.com) e a tag title é preenchida com o nome do site (InfoWester). Em description, é possível fornecer uma breve descrição do site. No entanto, muitos webmasters prefere informar o slogan do site neste campo. O do InfoWester é "Propagando conhecimento". A tag language informa o idioma usado no site (português do Brasil) e o campo webmaster informa o responsável por ele. Há quem prefira informar um endereço de e-mail nesta tag. Neste caso, é contato@infowester.com.

Agora vem a parte mais interessante: a área item. Dentro desta tag está a notícia. Para cada uma, é necessário ter uma área item específica. Repare que no exemplo existem duas áreas item, logo, existem duas notícias. A área item é preenchida com a tag title, que fornece o título da notícia, com a tag pubDate, que fornece a data de publicação da notícia em questão, com a tag description, que permite a visualização de um resumo do texto (ou do texto completo), com a tag link, que indica o endereço da notícia, com a tag autor, que informa quem é o autor da notícia, e com a tag category, que permite ao webmaster informar qual é a seção/categoria daquela notícia. No exemplo, uma notícia pertence à seção Boletim AntiVírus (um antigo informativo do InfoWester, que foi substituído por uma newsletter), e a outra, à seção Dicas.

Salvando este código com a extensão .rss ou .xml, e indicando ao agregador o endereço onde o arquivo ficará disponível, o RSS do site ficará pronto. O trabalho agora é do software ou do serviço que lê o RSS, que terá que usar cada informação de maneira adequada.

Você pode editar manualmente seu RSS ou então usar um programa/script próprio para isso. O código do exemplo foi gerado no programa RSS Builder. Repare que esse nome é informado na tag generator, a primeira depois da abertura da tag channel. Existem muitos geradores de RSS na internet, basta procurá-los em sites de downloads. Alguns sistemas de blog, como o WordPress, geram RSS automaticamente.


O símbolo universal

A partir de sua versão 1.5, o navegador de internet Mozilla Firefox passou a adotar um símbolo diferente para o RSS. Depois disso, o símbolo se tornou padrão para representar feeds RSS, isto é, se tornou universal. Trata-se da imagem abaixo, que já foi mostrada no início deste artigo:

Símbolo RSS

No caso do Firefox ou de outros programas compatíveis com RSS, basta clicar no símbolo em questão que geralmente aparece no canto direito da barra de endereços ou em um ponto específico da página visitada para que o feed do site acessado seja adicionado.


Finalizando

Uma idéia simples e eficiente. Essa é uma boa forma de definir o que o padrão RSS representa. Como você deve ter notado, esse é um recurso muito útil para acessar conteúdo específico no meio do emaranhado de informações que a internet se tornou. Através de uma única interface, você pode ver notícias ou conhecer novidades das mais variadas fontes e ler somente aquelas que lhe são interessantes. Hoje em dia, é difícil encontrar sites que não oferecem esse recurso, o que prova que essa forma de distribuição de conteúdo veio para ficar e evoluir. E como não poderia deixar de ser, você pode acessar o RSS do InfoWester para saber das novidades do site, o RSS do InfoWester Notícias, além do RSS do Blog InfoWester, que disponibiliza textos sobre tecnologia quase que diariamente.

 

Data: 11/02/2011 - 09:52:12
Fonte: Infowester
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